Refletindo desde o texto bíblico de At 4,32, e iluminados pelos escritos de Santo Afonso e das Constituiçoes e ao mesmo tempo sendo desafiados pelo impacto da vida contemporânea, os confrades da Província Campo Grande refletiram sobre o Sentido da Pertença na Vida Missionária Redentorista. Os encontros aconteceram, nos dias 10, 11 e 17 de junho respectivamente, em Paranaguá, T. Borba e C. Grande. Padre Afonso Tremba CSsR assessorou estes encontros com muita habilidade utilizando o melhor da teologia da Vida Consagrada.
A Vida Religiosa é constantemente desafiada, hoje em dia, pela tendencia da “cultura do descartável” onde a pertença a uma família religiosa é facilmente fragmentada. “Pertencemos a uma família, na qual devemos vestir a camisa”, destacou Afonso Tremba CSsR. Para fortalecer esta pertença temos que “beber do carisma fundacional Redentorista”. Embora é importante destacar a consciencia da própria identidade como pessoa, o confrade tem também que fortalecer o sentir-se membro da Congregaçao. Neste processo valores sao encarnados na vida do congregado.
Embora a subjetividade, a valorizaçao do sujeito na contemporaneidade, seja importante, pode-se facilmente perder de vista o sentido do “chamado e pertença a vida Redentorista”. Diante disto, quatro valores sao importantes para o sentido da pertença: 1. O chamado do Senhor para ser Redentorista. 2. Deus quis a Congregaçao do Ss. Redentor. 3. A dimensao da fidelidade. 4. A importância da comunidade.
Foi o Senhor, que no processo histórico e por seu infinito amor, chamou cada um de nós para ser Redentorista. O sentido da vocaçao é fundamental para que a pessoa perceba-se como “chamada” a Vida Redentorista. Cada confrade, em sua experiencia de oraçao, pode vivenciar este chamado concreto como uma convocaçao para o serviço do Reino – pode-se dizer: “tornei-me Redentorista pela vontade e bondade de Deus!”
Santo Afonso percebeu o chamado o Senhor para fundar a Congregaçao do Ss. Redentor. Isto é, a Congregaçao foi “querida por Deus”, para “continuar o exemplo de Jesus Cristo para pregar a Boa-Nova aos pobres” (cf. Const. 1). Pode-se dizer que a Congregaçao é o lugar da graça para cada confrade.
Deus é profundamente fiel com a humanidade (Cf. Amós 9,11, Os 14,5, Jr 18,1-6, Is 43,5). Deus também é infinitamente fiel com a Congregaçao. A fidelidade de Deus é também expressada na fidelidade de cada confrade em sua vida pessoal e comunitária. Uma atitude passiva ou de indiferença de um confrade com a caminhada da Congregaçao revela que o mesmo está perdendo o sentido da pertença a esta família religiosa. Mas aquele que responde com fidelidade o chamado do Senhor percebe em sua vida a paz que o mundo nao pode dar (cf. Jo 14, 27)..
Os textos fundacionais e constitucionais sao claros e sem rodeios sobre a primazia da comunidade na vida do Redentorista. “Para os congregados é lei essencial de sua vida: viver em comunidade e por meio da comunidade realizar o trabalho apostólico. Por esse motivo, sempre se considere o aspecto comunitário ao se aceitar um trabalho missionário”(Const. 21). Assim, um confrade que assume um trabalho por conta própria, está fazendo um “sobreposto na missao da Província/Congregaçao”. A missao, a partir da comunidade, nao é algo relativo, mas é constitutivo na vida do Redentorista.
Assim, é importante que se busque a unidade na pluralidade, ie, valorizando o sujeito (subjetivaçao) e ao mesmo tempo buscando a comunhao dos dons e talentos na perspectiva comunitária e provincial. Sentir-se membro desta família querida por Deus que foi fundada por Sto. Afonso dá um sentido muito profundo de pertença e fidelidade ao chamado do Senhor.
Pe. Joaquim Parron CSsR
(obs. Para melhor compreensao da temática da Pertença, aconselha-se ler o artigo do Afonso Tremba CSsR).
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